Diretrizes para Cuidados Pré-operatórios em Cirurgia Abdominal e Pélvica

Diretrizes para Cuidados Pré-operatórios em Cirurgia Abdominal e Pélvica

A Sociedade ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) lançou uma diretriz inédita para hospitais primários e secundários em países de baixa e média renda sobre cuidados abdominais e ginecológicos eletivos, com o objetivo de funcionar como um ponto de partida para abordar a necessidade urgente de melhorar os cuidados perioperatórios e efetuar cuidados baseados em evidências nesses locais.

O primeiro ponto abordado neste documento é o processo de educação pré-operatória, que segundo os autores, tem o objetivo de estabelecer expectativas claras sobre o plano de cuidados cirúrgicos e anestésicos, garantindo que o paciente e seus familiares compreendam seu papel na recuperação bem-sucedida e também estabelecer planos de alta no pré-operatório.

A fim de otimizar a recuperação desses pacientes, os especialistas sugerem que os pacientes devem ser rastreados para tabagismo, uso de álcool, hipertensão não diagnosticada, diabetes, anemia, avaliação nutricional, teste pré-operatório de rotina para HIV em países com alta prevalência da doença e avaliação cognitiva.

Considerando o estado nutricional, em pacientes desnutridos, os autores reforçam que a suplementação nutricional está associada à redução de complicações infecciosas e fístulas anastomóticas. Quanto à abreviação de jejum pré-operatória, a utilização de bebidas com carboidratos projetadas para uso pré-operatório é recomendada para pacientes não diabéticos.

No que diz respeito à alimentação no pós-operatório, a diretriz afirma que o jejum prolongado está associado ao aumento do risco de complicações infecciosas pós-operatórias e à recuperação tardia, dessa forma, o retorno precoce da nutrição está formalmente indicada nesses pacientes. Além disso, a suplementação de alimentos orais com imunomoduladores (imunonutrição) está associada à redução de complicações infecciosas e redução do tempo de internação, podendo ser uma opção a ser utilizada.

A diretriz ainda aborda os aspectos de mobilização precoce, sondas e drenos nasogástricos, balanço de fluídos, analgesias e diversos outros pontos na reabilitação desses pacientes.

Confira o guideline completo, clicando aqui. 

Pós-Graduação Nutrição clínica hospitalar

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