Benefício das mudanças no ambiente alimentar doméstico na perda de peso corpóreo em longo prazo

Um dos grandes desafios do tratamento da obesidade é promover mudanças no estilo de vida para a perda de peso em longo prazo. Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Filadélfia compararam três estratégias distintas para perda de peso: uso de terapia comportamental (TC), TC + consumo de um substituto de refeição (SR) e uma intervenção que promovia mudanças no ambiente alimentar doméstico (AAD). 262 voluntários adultos, com IMC entre 27 e 45 kg/m² foram randomizados entre os três grupos de intervenção. Todos os participantes passaram por acompanhamento presencial semanal nos 6 primeiros meses, seguido de acompanhamento quinzenal por mais 6 meses e posteriormente acompanhamento semestral até a conclusão de 36 meses do estudo. O grupo TC (n=90) participou de encontros em grupo e receberam orientações que promoviam mudança do estilo de vida. O grupo TC+ SR (n=91), além das reuniões em grupo, também foi orientado a substituir duas refeições por dia por um produto de baixa densidade energética e equilibrado entre macro e micronutrientes. Já o grupo AAD (n=81) recebeu orientações nutricionais específicas de acordo com suas necessidades nutricionais e participou de atividades que promoviam o auto-conhecimento e incentivavam mudanças no ambiente doméstico e social de forma a promover mudanças alimentares. Após 12 meses de acompanhamento, os três grupos apresentaram significativa perda de peso corpóreo (p<0,05), entretanto, a manutenção da perda de peso corpóreo foi mais sustentada pelo grupo AAD, que, apresentou uma maior perda de peso no final de 36 meses (p<0,01). Os resultados desse estudo mostraram que as mudanças no ambiente alimentar doméstico mostrou ser a melhor estratégia para perda e manutenção de peso corpóreo em longo prazo.

REFERÊNCIA: Lowe MR, et al. Evaluation of meal replacements and a home food environment intervention for long-term weight loss: a randomized controlled trial. Am J Clin Nutr. 2018 Jan 1;107(1):12-19.