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Diretrizes 2020 para Asma

Novas diretrizes publicadas pela iniciativa global trazem orientações para o manejo de asma.

A publicação possui orientações direcionadas à dieta e descreve cuidados especiais para casos de obesidade e alergias alimentares.

Exacerbações da asma podem ser reduzidas com a restrição de alérgenos alimentares, mas a exclusão de alimentos é recomendada apenas quando a alergia ou sensibilidade química alimentar é claramente demonstrada por testes supervisionados.

Sintomas de asma podem ser desencadeados por produtos químicos alimentares de ocorrência natural ou adicionados. Sulfitos (presentes em batatas processadas, camarão, frutas secas, cerveja e vinho) têm sido frequentemente implicados na causa de exacerbações graves da asma. No entanto, a probabilidade de uma reação depende da natureza do alimento, o nível e a forma de sulfito residual, a sensibilidade do paciente e o mecanismo da reação induzida por sulfito. O papel de outras substâncias dietéticas como benzoato, corante amarelo, tartrazina e glutamato monossódico ainda não possuem evidências no agravamento da asma.

O consumo de uma dieta rica em frutas e vegetais frescos se associa ao menor risco de asma e declínio da função pulmonar, além de melhorar o controle da doença e favorecer a redução do risco de exacerbações.

Excesso de peso ou obesidade são fatores de risco para asma infantil e sibilância. Na obesidade, a asma é mais difícil de controlar e isso pode ser devido a inflamação das vias aéreas, apneia obstrutiva do sono, doença do refluxo gastroesofágico, fatores mecânicos, dentre outros. Além disso, a falta de condicionamento físico e a redução do volume pulmonar devido a gordura abdominal também podem contribuir para o aparecimento de dispneia. Para adultos com obesidade e asma, a redução de peso associada a exercícios aeróbicos de força pelo menos duas vezes por semana é mais eficaz para o controle dos sintomas do que a redução de peso ou a prática de exercícios isolados. A cirurgia bariátrica pode auxiliar no controle da asma e a qualidade de vida, pois a perda de peso pode reduzir a necessidade de medicamentos, a função pulmonar e o estado de saúde.

Para conferir a diretriz na íntegra, clique aqui.

Diretrizes para manejo de falência hepática aguda e crônica para adultos em UTI

Uma nova diretriz traz considerações de parâmetros cardiovasculares, endócrinos, hematológicos, pulmonares e renais de adultos com falência hepática aguda e crônica.

No que se refere a recomendações nutricionais, a nutrição enteral é a via preferencial para administração da dieta em pacientes criticamente enfermos com falência hepática aguda ou crônica. A nutrição parenteral é considerada a segunda opção para esses pacientes, sendo indicada apenas na impossibilidade de administração via enteral.

Para pacientes que toleram medicamentos enterais, não são indicados aminoácidos de cadeia ramificada e a meta protéica para falência aguda ou crônica deve ser de 1,2-2,0 g de proteína/kg de peso corporal/dia.

Devido risco de hipoglicemia em pacientes com falência hepática, o controle glicêmico não deve seguir a rigidez do controle convencional. Nesse sentido, a meta de glicemia sérica deve ser entre 110-180 mg/dL.

A meta de pressão arterial deve ser em média 65 mmHg e a perfusão sanguínea deve ser constantemente avaliada. A diretriz também descreve cuidados quanto ao uso de medicamentos para restabelecimento hemodinâmico e orienta a necessidade de hemodiálise, além de outras recomendações. Os autores enfatizam que as orientações da presente diretriz não superam a tomada de decisão baseada na avaliação clínica individualizada.

Para consultar a diretriz na íntegra, clique aqui.

Diretrizes 2020 para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Diretrizes atuais para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) orientam sobre o diagnóstico, manejo e prevenção da doença.

Indicadores do estado nutricional constituem referências importantes para avaliação clínica. A perda de peso se associa ao aumento da mortalidade e o risco de pneumonia é aumentado em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) <25kg/m2. O aconselhamento dietético faz parte do manejo inicial e o monitoramento do IMC integra protocolos preditivos de taxas sobrevivência.

O estado nutricional pode ser comprometido por efeitos adversos do uso de inibidores seletivos da fosfodiesterase-4 (PDE4), que causam diarréia, falta de apetite, náuseas, perda de peso, distúrbios do sono, dores de cabeça e dores abdominais.

Em casos de exacerbação do quadro de DPOC, o balanço hídrico deve ser monitorado.

A suplementação nutricional é aconselhada para pacientes desnutridos e pode melhorar a fadiga, a força da musculatura respiratória e o estado de saúde geral.

A proteína C reativa (PCR) pode ser utilizada como parâmetro para ajustar a antibioticoterapia e, quando em baixos níveis, indica a possibilidade de redução de antibióticos.

Para pacientes hospitalizados, a investigação dos níveis de vitamina D deve ser realizada e a suplementação é indicada em casos de deficiência severa (<10ng/ml ou <25nM). A relação entre má nutrição e obstrução de vias aéreas não é clara, mas condições sócioeconômicas precárias podem constituir um elo importante.

Clique aqui para consultar a diretriz na íntegra