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Revisão de abordagens para a remissão do diabetes tipo 2
Revisão de abordagens para a remissão do diabetes tipo 2

O avanço dos estudos em diabetes tipo 2 vem redesenhando o papel das intervenções no cuidado clínico. À medida que o número de pessoas com essa condição cresce globalmente, também se fortalece o interesse em estratégias capazes não apenas de controlar a glicemia, mas de alcançar a remissão do diabetes tipo 2.
Pesquisas recentes apontam que mudanças no estilo de vida, terapias farmacológicas, perda de peso e abordagens cirúrgicas podem restaurar a homeostase glicêmica em parte dos pacientes, especialmente quando iniciadas nos primeiros anos após o diagnóstico.
Apesar disso, persistem desafios na implementação dessas estratégias na prática clínica, principalmente pelas barreiras comportamentais e ambientais vivenciadas pelos pacientes. A partir desse cenário, pesquisadores realizaram uma revisão de ensaios clínicos de intervenções farmacológicas e não farmacológicas para a remissão do diabetes tipo 2.
Confira os principais achados a seguir:
18 ensaios clínicos e mais de 6 mil participantes
Nessa revisão sistemática foram incluídos 18 ensaios clínicos randomizados, sendo 8 com intervenções farmacológicas e 10 com intervenções não farmacológicas, totalizando 6.433 participantes. As pesquisas foram publicadas em 11 países diferentes entre 2008 e 2025, concentrando-se principalmente entre 2020 e 2025.
Os estudos que utilizaram intervenções farmacológicas, em sua maioria, a fizeram com a combinação de outros componentes, como atividade física, dieta e acompanhamento de saúde.
Já nos ensaios não farmacológicos, três conduziram a intervenção exclusivamente nutricional com redução da ingestão calórica e os demais combinaram exercício e dieta, com algumas variações como incentivos baseados em inteligência artificial, apoio psicológico de estilo de vida e uso de aplicativos.
Combinação é a chave
Em todos os estudos, observou-se que há uma maior probabilidade de alcançar a remissão do diabetes tipo 2 por meio da combinação de intervenções farmacológicas e não farmacológicas, em qualquer momento, em comparação aos grupos controle. Vale destacar que o conceito de remissão do diabetes tipo 2 ainda é confuso e não é padronizado, mas nessa revisão foi considerado o limiar utilizado pela maioria dos ensaios selecionados, HbA1c <6,5%.
Mesmo sem grandes variações na remissão do diabetes tipo 2 com intervenções farmacológicas, a probabilidade de manter a remissão com intervenções não farmacológicas parece diminuir com o tempo. E os benefícios para a saúde decorrentes do controle de peso, que está relacionado à remissão do diabetes tipo 2, dependem em grande parte do controle do peso corporal a longo prazo.
Apesar de alguns estudos demonstrarem eficácia superior da intervenção sem fármacos, parece haver uma certa exclusão de fatores como preferência, cultura e adesão individual, bem como os custos contínuos para os indivíduos manterem esses tratamentos. Além de que, algumas das dietas de intervenção podem ser psicologicamente exigentes.
O que podemos concluir?
Na revisão, os autores apontam que uma abordagem combinada que inclui farmacoterapia, dieta, atividade física, acompanhamento em saúde e componentes psicológicos, pode induzir a remissão do diabetes tipo 2 em pacientes recém-diagnosticados, quando aplicadas em condições ideais e com adesão a protocolos rigorosos, mas uma visão dos resultados a longo prazo deve ser o alvo de novos estudos.
Como profissional da nutrição ou de outra área da saúde, você deve compreender a importância de uma abordagem ampla para a remissão do diabetes tipo 2, tendo em vista a complexidade de fatores que envolvem essa condição de saúde. Por isso, um trabalho contínuo, com acompanhamento frequente e em conjunto com outros profissionais é, em muitas das vezes, o mais efetivo para a remissão.
Acesse o artigo completo, clicando aqui.
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Redação Ganep Educação



