Nutrição na sepse: dieta enteral precoce reduz mortalidade

Nutrição na sepse: dieta enteral precoce reduz mortalidade

nutrição na sepse
Fonte: Canva

A nutrição na sepse tem se consolidado como um componente essencial do manejo em terapia intensiva, especialmente diante do impacto global dessa condição, responsável por uma alta taxa de mortalidade anualmente.

Mesmo com avanços importantes no cuidado clínico, a sepse continua exigindo intervenções capazes de modular a resposta inflamatória, preservar a função orgânica e apoiar a recuperação metabólica do paciente crítico. E é justamente nessa interface que a nutrição pode ser um pilar essencial.

Entre as abordagens disponíveis, a nutrição enteral precoce (NEP) tem ganhado destaque pelo potencial de proteger a barreira gastrointestinal, reduzir complicações infecciosas e atenuar o catabolismo que caracteriza o estado séptico. No entanto, apesar de seu racional fisiológico bem estabelecido, persistem dúvidas importantes sobre seu papel na mortalidade.

Diante desse cenário, uma meta-análise reuniu exclusivamente ensaios clínicos randomizados para avaliar, de forma mais robusta, se iniciar o suporte enteral nas primeiras 24 a 48 horas realmente melhora a sobrevivência de adultos com sepse. Confira os achados a seguir.

Comparando intervenções de nutrição na sepse

A partir de 10 ensaios clínicos randomizados, publicados entre 2003 e 2025, conduzidos na China, nos Estados Unidos e na Itália, com um total de 582 pacientes adultos com sepse ou choque séptico, comparou-se os desfechos clínicos da nutrição enteral precoce com a nutrição enteral tardia ou a nutrição parenteral.

Considerou-se precoce, a nutrição enteral iniciada dentro de 24 a 48 horas após a admissão ou o diagnóstico de sepse, utilizando as vias nasogástrica ou nasojejunal. Enquanto a nutrição enteral tardia ou nutrição parenteral geralmente eram iniciadas 48 a 72 horas após a admissão na UTI ou após a estabilização clínica do paciente.

Qual a melhor nutrição na sepse?

No total, 281 pacientes com sepse receberam a nutrição enteral precoce e 301 nutrição enteral tardia ou a nutrição parenteral. Os resultados mostraram que, na comparação, a nutrição enteral na sepse, quando realizada de maneira precoce, reduziu significativamente o risco de mortalidade.

O que podemos concluir?

Para a prática clínica, o estudo oferece evidências sólidas para que nutricionistas considerem a nutrição enteral precoce uma intervenção prioritária dentro das primeiras 24–48 horas, sempre respeitando a estabilidade hemodinâmica e a segurança individual do paciente.

Esse estudo reforça o protagonismo do nutricionista dentro da UTI e destaca a importância de protocolos institucionais que garantam a implementação segura e efetiva da NEP integrada às demais estratégias terapêuticas da sepse para impactar positivamente a sobrevida.

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